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Fim do horário de verão? Sim ou não?

A medida ajudou a economizar energia no passado, mas perdeu efetividade, segundo o governo. Horário de verão pode ser substituída por outras ações, como tarifas que variam durante o dia

Fim do horário de verão
Foto: Anderson Augusto/ Arquivo

A possibilidade de acabar com o horário de verão colocou uma dúvida na cabeça do consumidor de energia: a tarifa da conta de luz pode subir, já que não haverá mais economia de eletricidade com a extinção dessa política? Especialistas do setor elétrico avaliam que isso não deve ocorrer. Porém, eles defendem a adoção de outras medidas pelo governo federal que podem ajudar a reduzir a conta de luz e compensar o resultado que o horário de verão já teve no passado.

Helder Sousa, gerente comercial e de novos negócios da TR Soluções, empresa especializada em cálculo tarifário elétrico, avalia que a tarifa não vai aumentar com o fim do horário de verão porque não haverá mudança na demanda por energia com o fim da política.

“Em termos tarifários não tem impacto algum. Isso porque já temos o mecanismo das bandeiras tarifárias, que indicam se está mais caro ou barato gerar energia”, explicou.

Não há mais economia de energia

O governo alega, como justificativa para estudar o fim do horário de verão, que já não há mais economia de energia, a principal razão para se adiantar o relógio em uma hora. Isso porque hoje os brasileiros consomem mais energia no meio da tarde do que à noite. Dessa forma, a extinção do horário de verão não visa alterar o perfil de consumo de energia, que já mudou a partir de 2009.

Colocar um fim no horário de verão refletiria, do ponto de vista energético, apenas a nova realidade do consumo brasileiro. Não deve aumentar o consumo, e caso as condições climáticas estejam desfavoráveis para a geração de energia (como nos períodos de seca), já existem mecanismos que regulam e mostram ao consumidor esse impacto.

Por outro lado, ainda é incerto se o setor precisaria de mais investimentos para manter a mesma qualidade do serviço com o final do horário de verão. Cálculos do Ministério de Minas e Energia apontam que um dos principais benefícios que se tem com a medida é a postergação de investimentos para aumento da capacidade da rede de transmissão e distribuição, que chegariam a R$ 7 bilhões ao ano.

Isso porque, como o horário de verão distribuiria melhor o consumo elétrico ao longo do dia, se evitaria que o governo precisasse investir em novas linhas e subestações para comportar o aumento anual da demanda.

Outras medidas em estudo podem reduzir a conta de luz

O horário de verão ajudou a manter mais barata a tarifa do consumidor de energia durante muitos anos. No modelo vigente, essa política existe desde 1980, e especialistas calculam que até 2009 fazia sentido adiantar os relógios para alongar o dia e aproveitar a luz solar por mais uma hora.

Agora, sem ter mais efetividade em reduzir os custos elétricos, outras medidas poderiam ser adotadas, como a Tarifa Branca, que deve valer para os consumidores residenciais a partir de 2020, e para os grandes consumidores a partir do ano que vem.

A Tarifa Branca cria valores tarifários diferentes ao longo do dia para estimular o consumidor a definir qual hora quer consumir mais energia se quiser pagar menos pela conta de luz. Com a Tarifa Branca, o consumidor passa a ter possibilidade de pagar valores diferentes em função da hora e do dia da semana.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), nos dias úteis, o valor da Tarifa Branca varia em três horários: ponta, intermediário e fora de ponta. Na ponta e no intermediário, a energia é mais cara. Fora de ponta, é mais barata. Nos feriados nacionais e nos fins de semana, o valor é sempre fora de ponta.

Por Flávia Pierry da Gazeta do Povo

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