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Começa a retirada de torres da Avenida das Torres

Copel vai substituir tradicionais estruturas por cabos subterrâneos

Avenida das Torres: linha de alta tensão era marca registrada. | André Rodrigues/

 

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) começa nesta quinta-feira (9) a retirada das torres da Avenida Comendador Franco, que liga Curitiba a São José dos Pinhais. As estruturas, que de tão tradicionais popularizaram o nome da via como Avenida das Torres, vão dar lugar a uma linha de alta tensão subterrânea com 42 km de cabo e capacidade de 230 mil volts. Segundo a Copel, a mudança é importante para atender à demanda do consumo energético cada vez mais crescente na capital. A previsão é de que as obras terminem em abril de 2019.

O início dos trabalhos de retirada da primeira torre está marcado para as 11 horas desta quinta. Será marcado por um evento simbólico, acompanhado por autoridades políticas e empresariais. Logo depois, as escavações começam a ser feitas. Ao todo, de acordo com a Copel, serão retiradas todas as estruturas da via, ou seja, 20 superpostes e 25 torres.

Já a partir desta quarta, as obras serão de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. O horário foi definido em acordo com a Secretaria Municipal de Trânsito de Curitiba (Setran) para evitar maiores complicações na via. A retirada será feita por trechos, que vai exigir a interdição de uma das faixas de rolagem por 50 metros cada vez.

No total, os trabalhos vão percorrer oito quilômetros da Avenida das Torres, nos trechos entre as ruas Doutor Dário Lopes dos Santos, no Jardim Botânico, e Rosa Mehl, no Uberaba. O custo será de R$ 157 milhões.

Demanda

A instalação da rede subterrânea vai ligar a subestação Uberaba à futura subestação Curitiba Centro, que também começa a ser construída em breve. A nova rede vai ampliar de 69 mil volts para 230 mil volts a capacidade da rede que atende a capital – mudança importante para garantir o atendimento adequado de toda a região central da cidade, considerando a projeção de crescimento da demanda por energia que deve acontecer nos próximos anos.

Além disso, a Copel afirma ainda que a nova rede vai aumentar a confiabilidade do sistema de transmissão. Ou seja, menos falhas deverão acontecer.

Durante as obras, também haverá retorno. Conforme a empresa, como a obra está orçada em R$ 157 milhões de reais, a estimativa é de que até 2019 haja um repasse de mais de R$ 4 milhões de reais em ISS para o município de Curitiba. A arrecadação de ICMS pelo governo com essa obra deve ultrapassar R$ 11 milhões de reais.

Ainda, com a retirada das torres, o canteiro central da avenida poderá ter outros usos para a cidade, e a comunidade não precisará conviver com as torres e a linha aérea de alta tensão.

 

Conteúdo Gazeta do Povo

 

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