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Colônia Marcelino

COLÔNIA MARCELINO – SÃO JOSÉ DOS PINHAIS

Devido à sua distância da sede do município de São José dos Pinhais e pela composição étnica de seus habitantes, é uma das colônias são-joseenses que mais conserva aspectos culturais da época em que surgiu. Desde o seu início ela teve um espaço territorial considerável do município. A Colônia Marcelino, reúne em sua maioria, imigrantes ucranianos que cultivam as tradições de seu país de origem. Da gastronomia à religião, do folclore às construções, tudo traz um pouco da história da Ucrânia e de sua gente. Na Igreja da Santíssima Trindade as missas são celebradas em ucraniano e acompanhadas com fervor pelos fiéis, que ainda preservam a língua do país de origem de seus pais e avós.

colonia-marcelino
Igreja da Santíssima Trindade – Colônia marcelino

 

A área da colônia é de 2.642.600 m2, e faz divisa com as localidades de Campestre, Faxina, Espigão, Rio Abaixo, Queimadas, Retiro e Colônia Matos, e com os municípios de Mandirituba e Fazenda rio Grande.

O Bar e Mercearia Buiar é o mais antigo da Colônia; no início do século ali funcionava a marcenaria do Sr. João Buiar, que fabricava violinos e outros móveis e instrumentos. A fábrica funcionou até 1948, depois transformada pelos filhos em bar, que até hoje funciona sob a direção de seu neto.

A colônia é também o 2º maior produtor de camomila do Paraná e 3º dos país, se destacando na paisagem e deixando uma suave fragrância no ar.

Colônia marcelino - Produção de camomila

As primeiras famílias, vindas de Castelhanos, estabeleceram-se na Colônia Marcelino por volta de 1897, ato representado por um Cruzeiro, edificado em 1899, agora substituído por outro de concreto e uma placa de mármore.

O nome da colônia é uma homenagem ao antigo proprietário de toda a extensão de terras da localidade, o coronel Marcelino José Nogueira, que facilitou a venda de glebas aos imigrantes e descendentes de ucranianos e poloneses. Pertencendo à paróquia Nossa Senhora Auxiliadora em Curitiba, a comunidade foi fundada em 1902.

Na Colônia Marcelino se realiza anualmente, no mês de janeiro, a tradicional Festa do Trigo. Na época, quando todo mundo plantava trigo, essa festa foi idealizada pelo Pe. Taras Oliynek. Em agradecimento à boa colheita, a Festa do Trigo busca valorizar e preservar a tradição e a cultura dos imigrantes e descendentes de ucranianos. Os participantes da festa podem saborear alguns pratos típicos ucranianos como a kutiá, varénneke, holuptzí e outras iguarias. Durante a festa há também apresentações de grupos folclóricos como o Soloveiko, da própria colônia.

Grupo Soloveiko - Colônia Marcelino
Grupo Soloveiko – Colônia Marcelino

 

O Grupo Folclórico Soloveiko foi fundado em 1994, com o objetivo de manter vivas as tradições folclóricas da velha Ucrânia, composto na sua maioria por descendentes de ucranianos. A escolha do nome é em homenagem a um pássaro da Ucrânia, de canto belo e alegre. Os descendentes de ucranianos que compõem o Soloveiko apresentam danças típicas: Previt, Sucika, Kozapchok e Hopak, entre outras.

O grupo apresenta-se na própria comunidade como na Festa do Trigo, Dia das Mães e Dia dos Pais, e, em várias outras festividades dentro do município, tais como: Festa da Colheita em Colônia Murici, Festa do Pinhão, Festa do Padroeiro e Dia da Cultura. Fora do município apresentou-se na Festa da Roseira em Campo Largo, Mandirituba, Fazenda Rio Grande, Prudentópolis e Curitiba (Santa Felicidade, Sede Barvinok, Sede Poltava, PUC e Memorial Ucraniano).

Como chegar

A Colônia Marcelino está localizada no final da Rua Domingos Benvenuto Moletta, que pode ser acessada pela BR-376 na entrada para a fábrica da Volkswagen, ou pelo centro da cidade seguindo pela Avenida Rui Barbosa sentido Cachoeira: Por Mandirituba: BR-116 Km 130 (entrada posto Taborda).

 

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